terça-feira, 27 de abril de 2010

NÃO IMPORTA



Não importa...
Simplesmente esqueça, ninguém vai juntar os seus pedaços
Não importa...
Sempre pela manhã você vai acordar e os seus sonhos serão interrompidos
E toda aquela realidade será desfeita na mesma velocidade em que foi construída



Não importa...
O quão especial você é
As pessoas simplesmente te amaldiçoam pelas suas diferenças
Não importa...
Toda sua alegria ou desilusão
Ninguém liga pra isso, afinal o sentimento não lhes pertence



Não importa...
Nenhuma das suas qualidades será tão lembrada quanto um de seus defeitos
Não importa...
Quanto sucesso você obteve
Somente os seus erros terão relevância



Não importa...
O que ou quem você é
E sim quantas vezes você sorriu fingindo que estava tudo bem
Enquanto a cólera tomava conta de sua alma
E você pedia ajuda através do olhar
Mas, ninguém nunca foi capaz de olhar lá no fundo



Talvez por medo do que vai enfrentar realmente
Talvez porque simplesmente não se interesse
Talvez simplesmente porque seja muito cansativo.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CEU DE CINZAS



Sinto tanta tristeza quando o sol não toca meu rosto.
Sua ausência e capaz de tornar meu coração ainda mais infeliz do que ele se encontra
Sinto como se estivesse passando por algo errado
Algo que não deveria ter acontecido comigo,

como se pudesse ser um engano tudo o que esta acontecendo.

Eu não consigo conceber essa atitude egoísta, esse abandono pela segunda vez em minha vida
Na primeira, quando ainda não tinha possibilidade de me expressar, passando pela experiência através da minha mãe
E agora, de modo bem semelhante, passando pela mesma situação: sendo banida da vida de alguém que foi embora jurando que me ama



Que espécie de amor e esse? Que tipo de pessoa que depois de sete anos acha que não e possível um relacionamento dar certo? Isso deveria ter acontecido muito antes, se fosse o caso.
Foi muito conveniente. Tudo foi muito conveniente. Carro, casa, dinheiro, trabalho, carteira assinada. Porque não aproveitar ate o ultimo minuto?



Só terminar a pós-graduação e ir embora no dia seguinte para Curitiba pra casa dos pais no pretexto de ir trabalhar ou buscar trabalho. Três semanas depois já era hora de finalizar aquilo que não estava mais parecendo conveniente. Noivamos, tínhamos muitos sonhos em comum, animais de estimação em comum, os quais foram abandonados aqui comigo, e claro que animal nenhum ta abandonado com uma vegetariana. Tenho muito amor, carinho e dedicação para eles, mas não e o meu carinho que eles querem, eles procuram pelo cara que estava em casa todos os dias e lhes dedicava um pouco do dia.
Talvez essa seja a maior magoa mesmo. Imagina se fosse um filho, acho que ia chegar um ponto que eu ia matar o cara, penso hoje que sou capaz de entender tanta magoa no coração da minha mãe.



Mesmo assim, foi algo muito injusto e errado. Se houver possibilidade de felicidade com certeza não e pra essa família que foi capaz de compactuar com tudo isso. Não há de ser justo uma pessoa se feliz e conseguir qualquer tipo de oportunidade em qualquer âmbito da vida depois de algo assim.



Porque se houver oportunidade, a única crença, nesse Deus utópico que ainda tenho caira por terra, porque simplesmente foi provada a total e completa ausência de qualquer ser superior ao humano. E ai não precisara existir certo e errado, simplesmente o que eu quero e isso seria realmente perigoso.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

DECODIFICANDO



Nem sempre o que os lábios não falam o coração não sente...

Como alguém pode destruir um sonho assim?
Como alguém pode querer sentir-se merecedor de tamanha tristeza?
Ou seria apenas a sensação de liberdade?
Como alguém pode trazer tristeza a um coração como o meu?
Como eu não vi tudo isso antes?
Como eu pude deixar que meu coração guiasse os meus passos?



Eu nunca quis manipular ninguém, apenas pedia sempre por opiniões próprias e atitudes verdadeiras que além de um direito humano é uma obrigação para com aqueles que amamos.
Personalidade, opinião e certeza.



Pouca vida para pouco tempo e porque desperdiçar a minha vida e o meu tempo?
Sou tão preciosa, tão única e tão forte...
Mas desperdiçando minhas forças com a pessoa errada.

- Você não conseguiu me manipular? Me tornar o seu sonho? Me mudar?
- Você não conseguiu calar a minha opinião sem falsos moralismos e os meus gostos pelo diferente?



O erro foi você não me tornar parte de seus sonhos (ao invés de tentar substituí-los por mim).
O erro foi você não perceber a riqueza que são os diferentes e quanto eles são capazes de ensinar pessoas emocionalmente tão pobres como você.
Ou você teve medo de violar o invólucro de seus preconceitos para aprender comigo?
Seria contra a moral e os bons costumes, imagino.



Mente pra mim, fala com a minha mão ou simplesmente não fala.
Entendeu ou vai precisar de desenho pra decifrar minha mensagem?
Eu sabia que você precisaria do desenho.

Por isso, por tantas e outras...
Eu vos amaldiçoo!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

AS CRIANÇAS ÍNDIGO



Período de conhecimento, estudos e reflexão, este momento da minha vida está me ensinando muitas coisas: sou uma pessoa forte, especial e extremamente iluminadora. Por acaso, me indicaram a leitura do livro Crianças índigo de Le Carrol e minha identificação foi tanta que não achei justo não partilhar com vocês essas informações tão sublimes.



No site Wikipedia encontrei a seguinte definição:

Chamam-se crianças índigo a certos seres que, supostamente ao nascer, trouxeram características que os diferenciam das crianças normais, tais como a intuição, a espontaneidade, a resistência à moralidade estrita e restritiva, e uma grande imaginação, avolumando-se frequentemente também entre tais capacidades, os dons paranormais, embora estes dons não sejam usualmente do conhecimento da própria criança. As crianças índigo podem ser vistas como uma espécie de milenarismo, em que se acredita que tais seres mudarão o mundo trazendo-o até um estado mais espiritual e menos estritamente moralizado.

Há que notar que uma boa quantidade das crianças índigo são classificadas de hiperactivas ou disgnosticadas com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, o que explicaria em boa parte o crecente interesse de pais e educadores por este assunto.



CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:

As crianças índigo apresentariam uma série de atributos sensoriais recorrentes, como a hipersensibilidade auditiva ou a hipersensibilidade táctil. De igual modo, apresentariam um padrão de comportamento peculiar, destacando-se:

- Chegam ao mundo com sentimento de realeza e a curto tempo se comportam como tal;
- Têm a sensação de ter uma tarefa específica no mundo, e se surpreendem quando os outros não a partilham;
- Têm problemas de valorização pessoal e a curto prazo dizem a seus pais quem são;
- Custa-lhes aceitar a autoridade que não oferece explicação nem alternativa;
- Sentem-se frustrados com os sistemas ritualistas que não requerem um pensamento criativo;
- A curto tempo encontram formas melhores de fazer as coisas, tanto em casa como na escola;
- Parecem ser anti-sociais, a menos que se encontrem com pessoas como eles;
- Não reagem pela disciplina da culpa;
- Questionam frequentemente os dogmas religiosos, não os aceitando naturalmente como tradição familiar;
- Não são tímidos para manifestar as suas necessidades.



TIPOS DE CRIANÇAS ÍNDIGO:

Humanistas - muito sociais, conversam com toda a gente e fazem amizades com muita facilidade. São desastrados e hiperactivos. Não conseguem brincar só com um brinquedo, gostam de espalhá-los pelo quarto, embora às vezes não peguem na maioria. Distraem-se com muita facilidade. Por exemplo: se começam a arrumar o quarto e encontram um livro, nunca mais se lembram de acabar as arrumações. Como profissões, escolherão ser médicos, advogados, professores, vendedores, executivos e políticos. Trabalharão para servir as massas e, claro, actuarão sempre activamente.

Conceptuais - estão muito mais voltados para projectos do que para pessoas. Assumem uma postura controladora. Se os pais não estiverem pelos ajustes e não permitirem esse controlo, eles vão à luta. Tem tendência para outras inclinações, sobretudo drogas quando da puberdade, caso se sintam rejeitados ou incompreendidos. Daí a redobrada atenção por parte de pais e educadores em relação aos seus padrões de comportamento. No futuro poderão ser engenheiros, arquitectos, pilotos, projectistas, astronautas e oficiais militares.

Artistas - são criativos em qualquer área a que se dediquem, podendo, inclusive, vir a ser investigadores, músicos ou actores altamente conceituados. Entre os 4 a 10 anos poderão vir a interessar-se por até 15 diferentes áreas do conhecimento (ou instrumentos musicais, por exemplo), largando uma e iniciando outra. Quando atingirem a puberdade, aí sim, escolherão uma área definitivamente. Poderão ser futuros professores e artistas.

Interdimensionais - entre os seus 1 e 2 anos os pais não podem tentar ensinar-lhes nada, pois eles responderão que já sabem e que podem fazer sozinhos. Normalmente, porque são maiores que os outros tipos de índigos, mostram-se mais corajosos ainda e por isso não se enquadram nos outros padrões.
Desta forma, os estudiosos do assunto acreditam que estas crianças seriam as responsáveis pela introdução de novas filosofias ou espiritualidade no mundo.



Segundo o site Artigonal a criança índigo matriculada em escolas convencionais torna-se praticamente insuportávels. Depois de diagnosticada, seus responsáveis devem impedir a todo custo submetê-la ao imediatismo das drogas de obediência, onde seu cérebro carregado de substâncias químicas fica acessível, mas ela vai perder a espontaneidade e mais tarde na adolescência certamente derrapará na drogadição por necessidade.



Apesar de parecer um pouco utópico, me identifiquei absurdamente com tudo que estou lendo e ainda nem cheguei a 20ª página do livro. Estou encantada por me sentir descrita naquele livro, sinto como se fosse possível sentir que sou normal, nunca igual aos demais, mas um pouco menos incomum.

Paz no coração. Estou bem agora. Matriculei-me em vários cursos e vou fazer mais uma faculdade e disciplinas como aluna especial no Mestrado. Me sinto em plenitude, equilíbrio e sensatez.