quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O JULGAMENTO E A OPINIÃO



"Agora, vem o fim sobre ti,
porque enviarei sobre ti a minha ira,
e eu te julgarei conforme os teus caminhos,
e trarei sobre ti todas as tuas abominações".

(EZEQUIEL 7:3)



A OPINIÃO e o JULGAMENTO

O que seria a opinião senão um julgamento?
Seria uma forma cheia de flores e perfumes para emitir juízo de valor e justiça sobre alguém?



Julgamento, sem tirar os méritos legais e desconsiderar as opiniões dos pensadores, nada mais é que o ato formal de analisar as situações interpretando-as a luz das leis e normas sociais. Julgamento não é para sempre, se pode recorrer enquanto houverem estâncias.
O julgamento dispõe de um grupo de pessoas, onde cada uma ocupa determinado papel e o desempenha conforme solicitado. A maioria delas nem gostaria de estar atuando nessa situação. Preferiria ver um jogo de futebol.



Opinião é o ato de analisar as situações informalmente emitindo um ponto de vista próprio, sob a luz dos próprios conceitos sobre certo e errado, conceitos esses baseados na educação recebida, nas normas sociais implícitas, preconceitos, pré-conceitos, ignorâncias e vivências. A opinião dispõe de algumas informações, não provadas e muitas vezes de cunho interpretativo sobre determinado fato onde as pessoas, diga-se de passagem qualquer pessoa, pode discorrer como bem entender sobre o assunto em questão emitindo julgamentos de valor, no nível de linguagem que desejar, sobre qualquer assunto, inclusive aqueles que não compreende e não dispõe de informações suficientes para entender os ocorridos.



Qual é a diferença?
Ambos são o ato de analisar situações. Um é registrado por um escrivão. O outro pode ser emitido por qualquer pessoa sem conhecimento de causa. Mas, então, qual é o seu julgamento mesmo? Ops, eu quis dizer opinião.

NO SILÊNCIO E NA SOLIDÃO SÓ ESCUTAMOS O ESSENCIAL: A NÓS MESMOS. (adaptado de Camille Belguise).

1 comentários:

Consultora em Educação disse...

Aquela mulher é minha mãe!

Ivone Boechat

Aquela mulher, com brilho no olhar,
firmeza inabalável,
passos apressados, voz forte,
desafiou a todos,
a si mesma desafiou muito mais,
nunca se deteve... avançou em paz.
É a mesma mulher que na solidão,
na pobreza ou na fartura,
dividiu tudo o que sempre conquistou.
Essa mulher
que passou por cima da brasa
dos seus próprios medos,
caminhou enfrentando
a resistência do movimento
dos sem ideal,
dos sem meta, dos sem coragem...
Aquela mulher atravessou montanhas,
percorreu caminhos de pedra,
chorou em silêncio, sozinha,
confiou,
mesmo quando lhe afirmavam
que o mundo ia desabar.
Aquela mulher
é minha mãe!
Ela não seguiu os sinais no caminho
apontados para o fracasso,
sofreu, viveu,
viverá sempre,
em tudo ou toda obra,
porque vai deixar muito mais
para frente do que para trás.

Ivone Boechat

Publicado na 3ª.e 4ª. edições do meu livro de poesias AMANHECER